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Foto/Imagem Interativa FM

Marcelo Nilo em busca da inocência perdida

Gabinete e casa de Marcelo Nilo foram alvos de ação da Polícia Federal

Até pouco tempo aceitava-se como valor universal consolidado nas democracias a máxima: todo mundo é inocente até prova em contrário. A Lava Jato detonou a moral da inocência, e hoje o senso comum dita que todo político é culpado até prova em contrário. Na gênese da questão, estão os próprios políticos acusados, todos juram inocência de dedos cruzados. E ninguém acredita.Marcelo Nilo entrou nessa. Jura inocência bradando ter sido vítima de uma violência. Mas foi carimbado ao receber em casa e no gabinete a indesejada visita matinal da PF. Óbvio que lá não encontraram malas de dinheiro e nem Nilo foi preso, mas o carimbo, pela força da divulgação midiática, dá no mesmo.Diz Nilo que foi o dia mais difícil da vida dele. Que a paulada foi forte, foi.Babesp — O xis da questão é o imbricamento eleitoral do Babesp, ou DataNilo, instituto de pesquisa a ele ligado.Em 2014 a coligação liderada por Paulo Souto questionou a legitimidade do Babesp, dizendo tratar-se de um 'instituto fantasma, por não ter nem endereço'. Nilo disse que o Babesp não é dele, é de um amigo, Ronaldo Matos, funcionário da Secretaria da Fazenda, e que tinha um escritório virtual.A PF tenta fazer a ligação entre Nilo e o Babesp, também pela movimentação financeira. Insinua que nele se lavava dinheiro.Romaria — A PF chegou ao gabinete de Nilo às 7 da manhã, com ele junto. Saiu exatamente às 10h20. Uma romaria de deputados de todos os lados bateu no gabinete de Nilo para solidarizar-se. O senso comum: "Ele estava muito nervoso".Coronel solidarizou-se, mas como presidente calou-se. Entendeu o caso como assunto pessoal de um deputado. Tal e qual o caso Geddel, todos estavam perplexos.


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