Ricardo Boechat, em foto de março de 2006 — Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

 

O jornalista, apresentador e radialista Ricardo Eugênio Boechat morreu no início da tarde desta segunda-feira (11), aos 66 anos, em São Paulo.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e colunista da revista “IstoÉ”. Ele trabalhou nos jornais “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Na década de 1990, teve uma coluna diária no “Bom Dia Brasil”, na TV Globo, e trabalhou no “Jornal da Globo”. Foi ainda diretor de jornalismo da Band e teve passagem pelo SBT.

A morte do jornalista causou comoção entre políticos, personalidades e jornalistas.

Perfil

Filho de diplomata, Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. O pai estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Boechat era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – e o único a ganhar em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Em pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que listou cem profissionais do setor, Boechat foi eleito o jornalista mais admirado. Ele lançou em 1998 o livro “Copacabana Palace – Um hotel e sua história” (DBA).

O jornalista deixa a mulher, Veruska, e seis filhos.

Começo da carreira

Boechat começou a trabalhar assim que deixou a escola, na virada de 1969 para 1970, após um período de militância em que fez parte do quadro de base do Partido Comunista em Niterói (RJ).

O pai de uma amiga, diretor comercial do “Diário de Notícias”, foi quem o convidou.

“Note que eu mal batia à máquina, não tinha noção de rigorosamente nada. Tinha morado a vida inteira em Niterói. O Rio de Janeiro para mim era o exterior”, comentou ao site Memória Globo (leia o depoimento completo).

Um de seus primeiros textos foi uma nota exclusiva sobre Pelé, que lhe garantiu mais espaço no jornal.

Depois, Boechat passou a escrever na coluna de Ibrahim Sued (1924-1995), no mesmo “Diário de Notícias”. Ele considerava o período de 14 anos em que trabalhou com Sued como decisivo para sua “formação como repórter”.

“Eu pude ter uma escola na qual a doutrina era procurar informações, e por trás de mim o primeiro e maior dos pitbulls que eu já conheci, que era ele, rosnando no meu ouvido 24 horas por dia.”

Ricardo Boechat em foto de arquivo da TV Globo — Foto: Acervo TV Globo

 

Boechat saiu em 1983, quando a coluna já era publicada em “O Globo”, após uma briga com o titular. Mudou-se, então, para o “Jornal do Brasil”, a convite do concorrente Zózimo Barroso do Amaral, tendo retornado a “O Globo” pouco depois, na coluna “Swann”.

 

Em uma segunda passagem pelo jornal, que durou até 2001, foi titular de uma coluna que levava o seu nome.

Boechat deu uma palestra a representantes da indústria farmacêutica em Campinas, no interior do estado, na manhã desta segunda e retornava a São Paulo por volta das 12h. Ele deveria pousar no heliponto da Band, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

O jornalista Ricardo Boechat em imagem de 2013 em Curitiba, no PR — Foto: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Anúncio na Band

José Luiz Datena, apresentador da TV Band, anunciou a morte do colega às 13h51 durante programação da emissora.

“Com profundo pesar, desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista, amigo, pai de família, companheiro, que na última quarta, que eu vim aqui apresentar o jornal, me deu um beijo no rosto, fingido que ia cochichar alguma coisa, e, no fim, brincalhão como ele era, falou: ‘É, bocão, eu só queria te dar um beijo’. Queria informar aos senhores que o maior âncora da televisão brasileira, o Ricardo Boechat, morreu hoje num acidente de helicóptero, no Rodoanel, aqui em São Paulo”.

 

 

Por G1 SP – https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/02/11/ricardo-boechat-jornalista-morre-aos-66-anos-em-queda-de-helicoptero-em-sp.ghtml

O avião papal aterrissou por volta das 16h16, horário do Panamá, depois de uma viagem de quase 13 horas e percorridos cerca de 9.500 quilômetros, nesta quarta-feira (23). Depois o Papa Francisco percorreu as ruas e o tão sonhado encontro terminou, o país estava em festa com o início da Jornada Mundial da Juventude/2019.
O correspondente da RRC (Rede de Rádio Comunicação), Valdeir Uchoa, com sede em Feira de Santana, Bahia, acompanhou de perto o momento mais esperado, quando os milhares de jovens fiéis tentavam por um instante acenar para o Papa Francisco. Confira no Vídeo.

O abraço do país está nas cores das bandeiras, em numa faixa que sublinha como o Panamá está pronto para receber Francisco com alegria.
O Papa Francisco chegou ao Panamá para a sua vigésima sexta viagem internacional. O avião papal pousou no aeroporto internacional de Tocumen, onde o Pontífice foi acolhido pelo Presidente da República Juan Carlos Varela, por todos os bispos do Panamá. Duas crianças, em hábitos tradicionais, ofereceram flores a Francisco. Um momento de festa sem discursos oficiais, somente os hinos oficiais do Vaticano e do Panamá.

 

Sem clube desde que foi demitido do Manchester United há quase um mês, José Mourinho vai se aventurar – e faturar – um bocado como comentarista. Foi anunciado nesta semana que o treinador será comentarista da emissora “Bein Sports”. E, de acordo com o jornal britânico “The Times”, vai faturar 60 mil libras (cerca de R$ 285 mil) por partida em que trabalhar.

Mourinho, a princípio, está confirmado em duas transmissões: Arábia Saudita x Catar na próxima quinta-feira, pela Copa da Ásia; e Arsenal x Chelsea no sábado, pela Premier League.

O técnico, no entanto, está terminentemente proibido de comentar sobre sua saída do Manchester United. Um “acordo de silêncio” foi assinado por ele na rescisão com o clube – com a qual o português faturou R$ 70 milhões. É por isso que, segundo o jornal “Daily Mail”, advogados do United vão assistir aos dois jogos em que Mourinho trabalhará como comentarista para acompanhar se o técnico cumprirá o acordo.

Recentemente o nome do treinador foi vinculado ao Benfica, e o presidente do clube, inclusive, disse publicamente que as portas estão abertas para Mourinho. O comandante, por sua vez, negou que tenha a intenção de retornar a Portugal no momento.

Por GloboEsporte.com — Manchester, Inglaterra

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto, um decreto que facilita a posse de armas de fogo.

O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho (desde que o dono da arma seja o responsável legal pelo estabelecimento).

O texto permite aos cidadãos residentes em área urbana ou rural fazer o pedido à Polícia Federal para manter arma de fogo em casa.

Se cumprir os requisitos de “efetiva necessidade” (veja regras mais abaixo) poderá ter até quatro armas, limite que pode ser ultrapassado em casos específicos. O decreto também prevê que o prazo de validade do registro da arma, hoje de cinco anos, passará para dez anos.

“Todo e qualquer cidadão e cidadã, em qualquer lugar do país, por conta desse dispositivo, tem o direito de ir até uma delegacia de Polícia Federal, levar os seus documentos, pedir autorização, adquirir a arma e poder ter a respectiva posse“, declarou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A Polícia Federal decidirá se autoriza ou não a concessão da posse. Não terá direito à posse:

– Quem tiver vínculo comprovado com organizações criminosas;

– Mentir na declaração de efetiva necessidade;

– Agir como ‘pessoa interposta’ de alguém que não preenche os requisitos para ter posse.

Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte, cujas regras são mais rigorosas e não foram tratadas no decreto.

O texto assinado por Bolsonaro modifica um decreto de 2004, que regulamenta o Estatuto do Desarmamento. O Estatuto dispõe sobre regras para posse e porte de arma no país.

“Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu, como presidente, vou usar esta arma”, disse Bolsonaro, mostrando uma caneta antes de assinar o decreto.

No discurso, o presidente afirmou que o decreto restabelece um direito definido no referendo. Na época, a maioria da população rejeitou trecho do Estatuto do Desarmamento que tornava mais restrita a posse de armas.

“Infelizmente o governo, à época, buscou maneiras em decretos e portarias para negar esse direito”, disse Bolsonaro. “O povo decidiu por comprar armas e munições e nós não podemos negar o que o povo quis nesse momento”, declarou.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 31 de dezembro, 61% dos entrevistados consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

No discurso na solenidade de assinatura do decreto, Bolsonaro criticou a maneira como a lei até então em vigor exigia comprovação “da efetiva necessidade” de ter uma arma em casa. Segundo ele, essa regra “beirava a subjetividade”.

O novo texto mantém a exigência, mas estabelece as situações concretas em que se verificam a “efetiva necessidade”.

Além disso, a Polícia Federal, ao analisar a solicitação, vai presumir que os dados fornecidos pelo cidadão para comprovar a “efetiva necessidade” são verdadeiros.

Com isso, segundo o ministro Onyx Lorenzoni, a “verdade” estará com o cidadão quando ele fizer o pedido. “Basta uma declaração do cidadão e esta declaração será tomada como verdade”, afirmou.

O que o diz o decreto

Pelas novas regras, ficam estabelecidos os seguintes critérios para que o cidadão comprove “efetiva necessidade” de possuir arma em casa:

Ser agente público (ativo ou inativo) de categorias como: agentes de segurança, funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), agentes penintenciários, funcionários do sistema socioeducativo e trabalhadores de polícia administrativa;

Ser militar (ativo ou inativo)

Residir em área rural;

Residir em área urbana de estados com índices anuais de mais de dez homicídios por cem mil habitantes, segundo dados de 2016 apresentados no Atlas da Violência 2018 (todos os estados e o Distrito Federal se encaixam nesse critério).

Ser dono ou responsável legal de estabelecimentos comerciais ou industriais;

Ser colecionador, atirador e caçador, devidamente registrados no Comando do Exército.

Além disso, as pessoas que quiserem ter arma em casa precisarão obedecer a seguinte exigência:

Comprovar existência de cofre ou local seguro para armazenamento, em casas nas quais morem crianças, adolescentes ou pessoa com deficiência mental;

Regras que estão mantidas

O novo decreto mantém inalteradas exigências que já vigoravam sobre posse de armas, como:

– Obrigatoriedade de cursos para manejar a arma;

– Ter ao menos 25 anos;

– Ter ocupação lícita;

– Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;

– Não ter antecedentes criminais nas justiças Federal, Estadual (incluindo juizados), Militar e Eleitoral;

– Além disso, o decreto mantém a proibição de posse de armas de uso exclusivo das Forças Armas e instituições de segurança pública.

– O pedido para ter a arma em casa continuará sendo feito para a Polícia Federal, que será responsável por autorizar ou não.

Na cerimônia, Bolsonaro afirmou que, mediante convênios, a PF pode fazer parceria com polícias locais para analisar os pedidos de posse de armas.

Válido em todo o país

Em entrevista à GloboNews após a assinatura do decreto, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo usou como base para estabelecer critérios do decreto os dados sobre homicídios relativos a 2016, a fim de não deixar nenhum estado de fora da abrangência das novas regras.

“É para valer para o país inteiro. Quando nós estávamos fazendo o estudo, isso de alguma forma vazou. E havia uma preocupação de que algum estado brasileiro – São Paulo principalmente, Santa Catarina é outro estado – pudessem estar abaixo desse critério. Então, nós tomamos as medidas de fazer o congelamento nos dados de 2016, expressos no Atlas de 2018, exatamente para que nenhum cidadão, conforme foi o desejo expresso pela sociedade brasileira em 2005, querendo exercer o direito, exercer”, disse o ministro.

Histórico

O decreto foi a principal medida adotada por Bolsonaro desde a posse como presidente da República. Até então, o governo havia anunciado revisões em contratos, liberações de recursos e exonerações e nomeações de funcionários.

Considerado uma promessa de campanha do presidente, o decreto estava em discussão desde os primeiros dias do governo. O texto passou pelo Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro.

Em dezembro, antes de assumir a Presidência, Bolsonaro escreveu em uma rede social que pretendia garantir por meio de decreto a posse de armas de fogo a cidadãos sem antecedentes criminais.

O presidente é crítico do Estatuto do Desarmamento, que, segundo ele, impõe regras muito rígidas para a posse de arma. Durante sua carreira política, Bolsonaro defendeu reformular a legislação a fim de facilitar o uso de armas pelos cidadãos.

Íntegra do decreto

Leia abaixo a íntegra do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

DECRETO Nº , DE DE DE 2019

Altera o Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, que regulamenta a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – SINARM e define crimes.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003,

Um policial militar morreu na queda de um helicóptero da corporação na manhã desta segunda-feira (14) na Baía de Guanabara. O sargento Felipe Marques de Queiroz, 37 anos, ficou 15 minutos preso na cabine submersa e chegou a passar por reanimação a poucos metros do local da queda, mas morreu horas depois.

O acidente foi pouco antes das 9h no Canal do Cunha, na altura da Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio. Quatro homens estavam a bordo. Além de Queiroz, dois PMs fraturaram a perna. O quarto não teve ferimentos graves.

Queiroz estava há 14 anos na PM e tinha três filhos.

Sargento Queiroz, vítima da queda do helicóptero — Foto: Redes sociais
Sargento Queiroz, vítima da queda do helicóptero — Foto: Redes sociais

 

 

Resgate

Imagens do Globocop mostraram socorristas fazendo massagem cardíaca em Queiroz.

Vídeos nas redes sociais mostram ainda o momento em que um dos tripulantes, na água, acena para a terra.

Em nota, a Secretaria da PM informou que a Fênix 08 sobrevoava a região reforçando o patrulhamento na Linha Vermelha. “Durante o monitoramento aéreo da via, houve necessidade de fazer um pouso forçado na água”, disse.

A porta-voz da PM, Claudia Morais, confirmou que estavam no helicóptero dois oficiais e dois praças.

O guia de turismo Gustavo Hungria testemunhou a queda. “Estava voando bem baixo, o helicóptero, quando a gente sentiu que estava acontecendo alguma coisa e ele caiu na água logo em seguida. Não deu para escutar nenhum barulho”, conta.

A aeronave

A PM confirmou que o helicóptero acidentado pertence ao Grupamento Aeromóvel (GAM) da corporação.

A aeronave era chamada de Fênix 08. De acordo com o registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), trata-se de um helicóptero modelo esquilo AS 350 BA fabricado em 1998 pela Helibras. O peso máximo de decolagem é de 2,1 toneladas, e o veículo voa com um motor turboeixo.

A aeronave pode transportar até cinco passageiros, e o Certificado de Aeronavegabilidade – documento que comprova que uma aeronave está com sua condição verificada – vai até 15 de janeiro de 2022.

“A aeronave Esquilo Modelo AS 350 BA estava com manutenção regularizada. O acidente será apurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O Centro de Criminalística da Polícia Militar também acompanhará a apuração”, emenda a nota.

Das sete aeronaves que a PM tem, apenas três estavam em condições de operação. Com a queda, agora são duas. As outras quatro passam por manutenção, seja periódica ou precisando de peça específica.

Também em nota, o Cenipa informou que já está analisando fragmentos do helicóptero. “A conclusão de qualquer investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade do acidente”, completou.

Por G1

O italiano Cesare Battisti, que chegou ao aeroporto de Ciampino na manhã desta segunda-feira (14), será levado para uma penitenciária na Sardenha. Na Itália, ele deverá cumprir a pena de prisão perpétua por quatro mortes cometidas na década de 70. Ele nega ter cometido os assassinatos e se diz vítima de perseguição política.

Inicialmente o governo italiano divulgou que Battisti iria para Rebibbia, uma prisão na periferia de Roma, onde estava prevista uma estadia temporária. Mas depois decidiu que ele será levado a Oristano, na Sardenha, onde, segundo o Ministério da Justiça, “a segurança é garantida da melhor maneira”.

Battisti, que foi preso em Santa Cruz de La Sierra (na Bolívia) no último sábado, foi entregue às autoridades italianas. Ele embarcou no domingo (13) para Itália em um voo sem escala no Brasil, diferente de como estava inicialmente previsto.

“Agora eu sei que vou para a cadeia”, afirmou Battisti aos funcionários do serviço antiterrorismo que o receberam no aeroporto, segundo a imprensa italiana.

Antes do anúncio de que ele irá para a Sardenha, o jornal “La Repubblica” informou que ele ficaria seis meses em regime de isolamento diurno em uma ala destinada a terroristas.

Não está claro se isso será aplicado na prisão na Sardenha, onde estão detentos que têm que cumprir longas penas. A penitenciária é de alta segurança e possui poucos espaços de convivência.

O “La Repubblica” relatou que durante o voo à Itália Battisti não mostrou sinais de desespero, ficou quieto e dormiu por muito tempo.

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, foi ao aeroporto para receber Battisti, a quem ele chama de “assassino comunista”. O ministro da Justiça, Alfonso Bonafede, também estava presente.

Condenado à prisão perpétua

Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália na década de 70: contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro de Milão (o filho do joalheiro ficou paraplégico, depois de também ser atingido).

Ele afirma que nunca matou ninguém e se diz vítima de perseguição política.

Foram 37 anos de fuga quase permanente, com períodos de prisão e lutas político-judiciais para evitar a Justiça da Itália. Battisti escapou do seu país na década de 1980, viveu no México, na França, no Brasil e, mais recentemente, havia se escondido na Bolívia.

O italiano chegou a conseguir refúgio no Brasil em 2009. Mas o status, concedido a ele pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi revisto em dezembro do ano passado, por Michel Temer, que autorizou sua extradição. A Polícia Federal fez mais de 30 operações para localizá-lo, mas não teve sucesso.

Possíveis benefícios

Após ter cumprido 26 anos no cárcere, ele poderá obter liberdade condicional, informou a correspondente da TV Globo na Itália, Ilze Scamparini.

Como os crimes foram cometidos antes de 1991, quando houve uma mudança na legislação italiana, ele terá alguns benefícios, como sair da cadeia por curtos períodos se apresentar bom comportamento depois de ter cumprido 10 anos de pena.

Como ele foi julgado à revelia, ou seja, sem estar presente, a defesa também pode tentar um novo julgamento.

‘A mamata acabou’

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, que o chama de “assassino comunista”, foi esperá-lo no aeroporto. Ele comemorou a prisão e chamou o fato de “um grande presente a 60 milhões de italianos”.

Salvini ligou para o presidente Jair Bolsonaro para agradecer o “empenho do Brasil em solucionar o caso Battisti”, segundo nota do Planalto. De acordo com o comunicado, Salvini ressaltou na conversa por telefone que a extradição de Battisti “não teria se concretizado” sem a “intervenção” do presidente brasileiro.

De acordo com o relato do jornal “Repubblica”, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro, fez um comentário em italiano para Salvini dizendo “o presente está chegando”. O ministro italiano respondeu “a mamata acabou” – repetindo um bordão da campanha do colega brasileiro.

Entenda o caso

Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália nos anos 1970.

Battisti fugiu da Itália, viveu na França e chegou ao Brasil em 2004. Ele foi preso no Rio de Janeiro em março de 2007 e, dois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio.

Em 2007, a Itália pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao presidente da República. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.

Em setembro de 2017, o governo italiano pediu ao presidente Michel Temer que o Brasil revisasse a decisão sobre Battisti.

No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF que desse prioridade ao julgamento que poderia resultar na extradição.

Um mês depois do pedido da PGR, o ministro Luiz Fux mandou prender o italiano e abriu caminho para a extradição, no início de dezembro.

Na decisão, o ministro autorizou a prisão, mas disse que caberia ao presidente extraditar ou não o italiano porque as decisões políticas não competem ao Judiciário.

No dia seguinte da decisão de Fux, o então presidente Michel Temer autorizou a extradição de Battisti.

Desde então, a PF deflagrou uma série de operações para prender Battisti. No final de dezembro, a PF já tinha feito mais de 30 operações na tentativa de localizar o italiano.

Battisti nega envolvimento com os homicídios e se diz vítima de perseguição política. Em entrevista em 2014 ao programa Diálogos, de Mario Sergio Conti, na GloboNews, ele afirmou que nunca matou ninguém.

Fonte: G1

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta terça-feira (8) em entrevista à TV Globo que o decreto que flexibiliza a posse de armas será editado até a próxima semana.

Segundo o ministro, o assunto foi tratado na segunda reunião ministerial, que aconteceu nesta terça no Palácio do Planalto. Bolsonaro pretende, por meio de decreto, garantir posse de armas de fogo a cidadão sem antecedentes criminais.

O presidente Jair Bolsonaro reuniu no Palácio do Planalto o Conselho de Governo, formado por ele, pelo vice-presidente Hamilton Mourão e por todos os ministros de Estado. A reunião começou por volta das 9h e terminou pouco antes do meio-dia.

De acordo com Onyx, o presidente tem pressa no decreto das armas porque é “um compromisso” de campanha. “Promessa feita é promessa cumprida”, disse o ministro.

Quando ainda era candidato, Bolsonaro afirmou em seu plano de governo que pretendia reformular o Estatuto do Desarmamento.

Na reunião desta terça, o presidente falou, ainda, em “materializar” outras promessas de campanha, segundo Onyx. Ele também voltou a falar sobre a “indústria de multas ambientais” e a desburocratização do serviço público.

‘Indústria de multas’

No final do ano passado, antes de tomar posse como presidente, Bolsonaro disse que queria acabar com a “festa” de multas no Ibama.

 

“Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Essa festa vai acabar”, afirmou na ocasião.

Por Delis Ortiz, TV Globo — Brasília

Lucas Paquetá foi apresentado oficialmente nesta terça-feira na Casa Milan. Foram cerca de 40 minutos de entrevista coletiva, mas logo nas primeiras perguntas o meia ouviu uma palavra bastante comum quando se fala de brasileiros no clube rossonero: Kaká. A revelação do Flamengo, negociada por 35 milhões de euros, disse que espera seguir os passos do melhor do mundo em 2007.

– O Kaká é um grande jogador, o meu ídolo. Vi os seus jogos no Milan, sei de sua história, foi o melhor do mundo. Espero poder seguir o que ele fez e construir a minha história aqui com títulos – disse, em português, enquanto ainda está aprendendo o italiano.

– Eu joguei com o Kaká há alguns dias (no Jogo das Estrelas de Zico). Ele me disse que eu iria encontrar um clube como uma família e vou tentar seguir os conselhos que me deu – completou em outra oportunidade.

Também presente na coletiva – assim como o ídolo Paolo Maldini (diretor de desenvolvimento e estratégia esportiva) e Paolo Scaroni (presidente) -, Leonardo (diretor esportivo) tratou de acalmar logo possíveis comparações que viessem a surgir:

– O Milan tem uma grande história com jogadores brasileiros. A expectativa é alta e compreensível. O talento existe, mas não façamos comparações com Kaká. São situações diferentes. Ricardo chegou num Milan vencedor e com tantos campeões, agora a equipe e a empresa estão em construção, então para avaliarmos teremos que levar em conta todos esses aspectos. Mas o talento está lá.

 

O novo camisa 39 (escolheu o mesmo número que começou no Flamengo) rossonero encheu a bola do clube ao revelar a primeira palavra que o convenceu a assinar contrato até junho de 2023:

– “Milan”. Quando um clube com esta história me chamou eu fiquei muito feliz. Eles me presentearam com um importante projeto e com profissionais importantes. Conversei com a família e decidimos que o Milan era o lugar certo para mim.

E quando vai ser a estreia?

Paquetá tem treinado desde o fim do Brasileiro e deve ter condições de jogar alguns minutos no sábado, em partida contra a Sampdoria, pela Copa da Itália.

Na outra quarta-feira, dia 16, há uma oportunidade de ouro contra a Juventus, pela Supercopa. Houve uma curiosidade na imprensa sobre qual seria a preferência do jogador, famoso por sua polivalência, uma vez que atuou em diversas funções pelo Flamengo. Ele deu sua opinião:

– Fico à vontade como meio-campista. No Flamengo eu estava jogando mais à frente, mas sou versátil e minha meta é ajudar o time. Toda partida é importante quando você veste vermelho e preto. Minha ideia é jogar na frente, jogar um futebol ofensivo com o time.

– Sou um jogador técnico que sempre tenta entender como funciona o jogo e como se desenvolve. Acho que tenho um bom físico e estou trabalhando muito com e sem a bola, pois na Itália é muito importante. Eu quero criar chances e finalizar a gol – descreveu.

Paquetá, porém, está ciente dos desafios que o aguardam numa liga bem diferente do Brasileiro.

– Vi muitos jogos da Série A. É um futebol muito físico e tático, diferente do brasileiro. Eu vou estar atento a todos os detalhes que vão me ensinar a melhorar e dar em campo o melhor de mim para ganhar.

– Preciso me ambientar o mais rápido possível ao futebol italiano e me entrosar com os companheiros. Desde criança, sempre tentei jogar em posições diferentes. Quero dar meu melhor para o time.

Por: Richard Souza — Milão, Itália
O delegado regional André Aragão, coordenador da 6ª Coorpin, participou do Programa “Jornal Interativa News”, pela Rádio Interativa FM, 93,7, apresentado pelo jornalista Oziel Aragão, Elba Machado e Andreyver Lima.
Para o policial, o segundo semestre na cidade ficou mais violento, levando em consideração o número de assassinatos, pois o primeiro semestre foi bem mais tranquilo. “Acreditamos que com a transferência de líderes de facção para unidade com maior segurança tem provocado esse resultado, mas, a tendência é acalmar”, revela.
Conforme André Aragão, em 2018 foram cerca de 130 homicídios, porém, números divulgados pelos meios de comunicação apontam quase 150. “Existem mortes violentas que não entram para estatística como homicídio, por isso tamanha de diferença”, revela.
Por: Oziel Aragão

Foi no Nordeste do Brasil que o atacante Rogério construiu boa parte de sua carreira. Apresentado como novo jogador do Bahia na manhã desta terça-feira, o jogador inicia sua sexta passagem por um clube da região. Aos 28 anos, o atleta natural de Pesqueira, em Pernambuco, já passou por Porto de Caruaru, Central, Náutico, Vitória e Sport. As passagens, contudo, deixaram a desejar a conquista da Copa do Nordeste, principal competição regional.

No currículo, Rogério tem a conquista do Campeonato Pernambucano de 2017, a Taça Ariano Suassuna (2017 e 2018) e a Copa Pernambuco (2011). Contratado pelo Bahia até maio de 2021, ele mira o Nordestão, mas também outros títulos pelo Tricolor.

– Jogador vive de títulos. Vim para o Bahia para conseguir títulos e conquistar a Copa do Nordeste. O Bahia é sempre finalista, chega sempre na reta final. É uma oportunidade para ser campeão – disse Rogério.

No que depender do diretor de futebol do clube baiano, Diego Cerri, a passagem do atacante vai ser ainda mais longa. Responsável por fazer a apresentação do jogador, Cerri destacou as qualidades do jogador.

– Rogério é um atacante com boa experiência no futebol, embora tenha uma idade muito boa, está no auge do atleta, tem 28 anos. Passou por grandes equipes do futebol brasileiro, está vindo do Sport, seu último clube, foi comprado do São Paulo alguns anos atrás. Veio em definitivo para nós, em negociação de oportunidade. Vai ficar conosco com contrato de dois anos e meio, talvez fique mais. Vamos ver como as coisas evoluem. Temos uma perspectiva muito boa, sabemos do que ele pode render. Nunca trabalhamos juntos, mas ele enfrentou muitas vezes o Bahia. Certeza que vem muito motivado, conversamos bastante. Mais um atleta que estará à disposição, brigando por posição nos lados do campo, já jogou de falso nove, oferece possibilidades ao Endeson Moreira. Quero desejar toda sorte na caminhada juntos, que possa nos ajudar muito neste ano.

Na passagem pelo São Paulo, Rogério até ganhou um apelido. Chamado na época de “Neymar do Sertão”, o atacante afirma que prefere ser conhecido mesmo pelo seu nome de batismo.

– Esse apelido pegou no São Paulo, a torcida botou esse apelido. Aí ficou. Independente disso, sou Rogério e quero fazer história no Bahia com o nome Rogério – afirmou.

Ele chega ao Bahia depois de uma temporada de péssimos resultados pelo Sport, que foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Na temporada 2018, ele fez 36 jogos, 28 deles como titular, marcou três gols e contribuiu com outras quatro assistências.

– A gente vê a superação do jogador, vive ali dentro de campo. Tem que superar. É difícil, complicado para o atleta ser rebaixado, mas não podemos baixar a cabeça. Temos sempre que buscar as vitórias. Isso que venho buscar no Bahia, os triunfos. Meu momento é trabalhar para que venha fazer o que sempre fiz, boas partidas, gols, momentos importantes, como no São Paulo, como no Sport, fiz gols importantes, no Bahia não será diferente. Vou trabalhar bastante para conseguir muitos triunfos no Bahia.

O atacante é o quarto jogador contratado para o sistema ofensivo do Tricolor, que já confirmou Guilherme, Iago e Artur. O meia Shaylon está perto de ser anunciado. Para ganhar vaga na frente, Rogério destaca a versatilidade para atuar em várias funções.

 

– Acho que jogador hoje no futebol, que está moderno, tem sempre que estar adaptado para qualquer função. Fiz várias vezes a função de nove, meia, ponta, tem que estar adaptado. O que o professor precisar, estou apto para fazer – garantiu.

O Bahia faz seu primeiro jogo do ano no dia 16 de janeiro, quando enfrenta o CRB, pela Copa do Nordeste, na Arena Fonte Nova. A primeira partida pelo Campeonato Baiano será quatro dias depois, diante do Fluminense de Feira, no Joia da Princesa.

Por: Ruan Melo — Salvador